Fim de Semana à Beira-Rio » Vapor Sobre a Água

Ao amanhecer, a luz dourada atravessa o linho e encontra dois corpos ainda presos ao calor da noite. Entre o vapor do jacuzzi, o espumante gelado e o rio em silêncio, o desejo desperta sem pressa — íntimo, ousado e inevitável.

Fim de Semana à Beira-Rio » Vapor Sobre a Água

A luz da manhã não chegou de rompante. Insinuou-se devagar pelas cortinas de linho, primeiro num cinzento pálido, depois num dourado tímido que se foi aquecendo até derramar faixas compridas de sol sobre os lençóis brancos amarrotados. Lá fora, o rio fumegava ligeiramente — uma névoa fina a levantar-se da água ainda fria, contra o ar que já começava a aquecer. Os pássaros cantavam nos choupos, num chilrear desordenado e alegre que se misturava com o murmúrio constante da corrente.

Bruno acordou primeiro. Estava deitado de lado, com Catarina enroscada contra o peito, as costas nuas dela coladas ao seu corpo, ainda na mesma posição em que tinham adormecido. O cabelo dela espalhava-se pela almofada, cor de mel à luz da manhã, e cheirava a restos de champô e à pele quente do sono. Ele ficou ali por um instante, sem se mexer, apenas a senti-la respirar — o movimento lento das costelas dela contra o seu braço.

E depois, porque era impossível tê-la assim tão perto e tão nua sem reagir, sentiu-se despertar de novo. A ereção matinal, dura e insistente, pressionava-se contra a curva quente das nádegas dela.

Beijou-lhe o ombro de leve. Depois a nuca. Depois aquele ponto debaixo da orelha que sabia ser o interruptor secreto dela.

— Mmm… — murmurou Catarina, ainda meio adormecida, remexendo-se contra ele, o que só piorou a situação para Bruno. — Bom dia para ti também.

— Não consegui evitar — sussurrou ele, com a voz rouca de sono, empurrando as ancas para a frente, deixando-a sentir o quanto estava acordado.

Ela riu-se baixinho, num som preguiçoso e rouco, e arqueou as costas, esfregando-se de propósito contra ele.

— Já? Depois de ontem à noite? — Virou a cabeça por cima do ombro, com um sorriso e os olhos ainda semicerrados. — És incorrigível.

— A culpa é tua, por dormires assim.

A mão dele subiu-lhe pela cintura até lhe cobrir um seio, e o polegar encontrou-lhe o mamilo, que endureceu quase de imediato sob o toque. Catarina soltou um suspiro suave.

Mas então ela rolou para se libertar e sentou-se na cama, esticando os braços acima da cabeça num espreguiçar felino que lhe ergueu os seios e arqueou a coluna. A luz da manhã derramava-se sobre a pele dela, dourando-lhe os ombros, a curva dos seios, o ventre macio.

— Tenho uma ideia melhor — disse ela, e os olhos cor de avelã faiscaram. — Aquele jacuzzi está ali na varanda à espera desde ontem. E ninguém nos vê.

Bruno seguiu-lhe o olhar através do vidro, para o terraço de madeira onde o jacuzzi ainda estava coberto.

— Estás a propor o quê, exatamente?

Ela inclinou-se sobre ele, deixando os seios roçarem-lhe o peito, e beijou-o devagar.

— Estou a propor — sussurrou ela contra os lábios dele — que vás ligar a água quente.

Demoraram uns vinte minutos a preparar tudo, e foram vinte minutos cheios de provocações. Bruno, apenas de boxers, retirou a cobertura do jacuzzi e ligou os jatos. A água começou a aquecer e a borbulhar, levantando vapor para o ar fresco da manhã.

Catarina apareceu na varanda com uma garrafa de espumante que tinham deixado no frigorífico e dois copos altos. Bruno quase deixou cair a cobertura quando a viu.

Ela tinha vestido um robe de seda transparente, cor de pérola, que praticamente nada escondia. Por baixo, via-se o conjunto de lingerie clara: um soutien de cetim cor de marfim e umas cuecas a condizer, com a forma do corpo dela desenhada em sombras suaves contra a luz. O tecido leve agitava-se com a brisa, colando-se-lhe às coxas, abrindo-se ao caminhar para revelar uma perna inteira.

— Vais ficar aí parado a olhar? — provocou ela, pousando os copos na borda de madeira do jacuzzi.

— Estou a ponderar as minhas prioridades — respondeu ele, aproximando-se dela. — O espumante ou tu.

— Podes ter os dois.

Ela serviu o espumante, e as bolhas subiram vivas nos copos. Entregou-lhe um.

— A nós.

— A nós.

Tilintaram os copos e beberam. O espumante estava gelado e seco, fazendo um contraste delicioso com o vapor quente que subia da água ao lado deles.

O terraço era completamente privado. À frente, havia apenas o declive verde, os choupos e o rio largo a brilhar ao sol da manhã. Nenhuma outra casa à vista, nenhum som humano — só a água, os pássaros e o borbulhar do jacuzzi. Estavam tão sozinhos no mundo como dois náufragos num paraíso.

Catarina pousou o copo e, olhando-o nos olhos, desfez o nó do robe. Deixou-o escorregar pelos ombros, devagar, e a seda transparente caiu sobre as tábuas de madeira. Ficou ali, à luz dourada, apenas de soutien e cuecas de cetim, com o vapor a enrolar-se em redor das pernas.

— Anda — disse ela, entrando na água.

A água quente acolheu-a até aos ombros, e Catarina fechou os olhos, soltando um gemido de puro prazer físico ao sentir o calor envolvê-la. Bruno despiu os boxers ali mesmo no terraço — sem qualquer pudor, com a ereção exposta à luz do dia — e entrou também, sentando-se à frente dela no banco submerso do jacuzzi, com a água a borbulhar-lhes em redor.

— Ainda estás vestida — observou ele, com um sorriso.

— Pois estou.

Catarina avançou na água, deslizando para o colo dele, e enroscou-lhe as pernas à volta da cintura. O cetim molhado do soutien colava-se-lhe agora aos seios, transparente, e os mamilos rígidos espreitavam através do tecido encharcado.

— Talvez precise de uma ajudinha.

Bruno levou as mãos às costas dela, por baixo de água, e procurou o fecho do soutien. Soltou-o. As alças deslizaram pelos ombros dela, e ele puxou a peça encharcada, atirando-a para o terraço. Os seios dela libertaram-se, redondos e firmes, a flutuarem ligeiramente na água quente, com os mamilos cor de canela endurecidos pelo calor e pela excitação.

Beijaram-se. Desta vez, o beijo começou lento, mas aprofundou-se depressa — as bocas a abrirem-se, as línguas a encontrarem-se, o sabor do espumante ainda preso a ambos. As mãos de Catarina percorriam-lhe o peito molhado, enquanto as de Bruno lhe apertavam as nádegas debaixo de água, puxando-a contra si. Ela sentiu a ereção dele a pressionar-lhe a barriga através do cetim das cuecas.

Catarina gemeu dentro do beijo, esfregando-se contra ele.

O vapor subia à volta dos dois, embaciando-lhes a pele, fazendo o suor e a água misturarem-se. O cheiro do ar era estranho e embriagante — a água doce do rio, o cloro ténue do jacuzzi, o aroma cítrico do espumante e, por baixo de tudo, o almíscar quente da excitação que começava a emanar dos dois corpos.

As mãos de Bruno deslizaram pela frente, e os dedos dele encontraram a borda das cuecas de cetim. Insinuou-se por baixo do tecido e encontrou-a já molhada — não da água, mas de dentro, escorregadia de uma forma inconfundível. Passou os dedos ao longo dos lábios inchados dela, e Catarina estremeceu, agarrando-se-lhe aos ombros.

— Tira-mas — pediu ela, ofegante.

Ele puxou-lhe as cuecas pelas pernas, por baixo de água, e Catarina ajudou, contorcendo-se até se libertar delas. A última peça de roupa juntou-se às outras no terraço. Agora estavam ambos completamente nus, a flutuar um contra o outro na água quente e borbulhante, sem nada a interpor-se entre os dois corpos.

Bruno sentou-a de lado no seu colo, com um braço a sustentá-la, e mergulhou a mão livre entre as pernas dela. Encontrou-lhe o clítoris debaixo de água e começou a desenhar círculos lentos. A água quente e os jatos do jacuzzi acrescentavam uma camada extra de sensação — o calor, o movimento, a pressão suave da corrente.

— Oh… — gemeu Catarina, deixando a cabeça cair contra o ombro dele. — Isto é… a água faz mesmo diferença…

— Gostas? — murmurou ele contra a têmpora dela, sem parar os dedos.

— Não pares.

Ele introduziu um dedo dentro dela, depois um segundo, curvando-os para cima à procura daquele ponto que conhecia, enquanto o polegar continuava a estimular-lhe o clítoris. Os seios dela flutuavam à superfície, os mamilos a romperem a água, e Bruno baixou a cabeça para tomar um deles na boca, sugando-o, com a língua a rolar sobre a ponta rígida.

Catarina arfava, o corpo a contrair-se contra a mão dele. A água ondulava em volta dos dois com o movimento, pequenas vagas a baterem contra as bordas do jacuzzi.

Catarina não quis ser a única a receber. Levou a mão por baixo de água e encontrou a ereção dele, dura e quente apesar da água morna em redor. Enrolou os dedos em torno dela e começou a movê-los para cima e para baixo, sentindo o prepúcio a deslizar sobre a glande, a pele a esticar-se e a recolher.

— Espera — gemeu ele. — Se continuas assim…

Ela parou, sorrindo, e em vez disso desceu na água, ajoelhando-se no banco submerso entre as pernas dele. A água chegava-lhe ao queixo, mas ela não se importou. Tomou-lhe a ereção na mão, ergueu-a à superfície e baixou a cabeça para a receber na boca.

A boca dela estava ainda mais quente do que a água — um calor húmido e aveludado que envolveu a glande dele de uma vez. Bruno atirou a cabeça para trás contra a borda do jacuzzi e gemeu fundo ao sentir os lábios dela descerem ao longo do tronco. Ela puxou o prepúcio para trás com a mão, expondo completamente a glande, e depois envolveu-a de novo no calor da boca, com a língua a circundar a coroa.

— Catarina… meu Deus…

Ela subia e descia, as bochechas a afundarem-se com a sucção, e de vez em quando emergia para respirar, com a saliva e a água a escorrerem-lhe pelo queixo, antes de voltar a engoli-lo. A imagem dela ali — meio submersa, o cabelo molhado colado ao rosto, os olhos cravados nele enquanto a boca o trabalhava — era das coisas mais eróticas que ele alguma vez tinha visto. O vapor subia atrás dela, o rio brilhava ao sol, e Bruno sentiu-se quase fora do mundo.

Mas ele não a deixou ir até ao fim. Puxou-a de volta para cima, beijou-a com fome, e disse-lhe contra a boca:

— Vem cá. Quero ver-te.

Sentou-se no banco mais largo, encostado à borda, e Catarina percebeu o que ele queria. Avançou na água até ficar de frente para ele, montando-lhe o colo, ajoelhada de cada lado das ancas dele sobre o banco. Estavam cara a cara, peito contra peito, com a água quente a borbulhar-lhes à volta da cintura.

Ela levou a mão para baixo, por baixo de água, e encontrou-lhe a ereção. Segurou-a com firmeza, ergueu-se ligeiramente e guiou a glande até à sua entrada. Roçou-a primeiro contra os lábios molhados, espalhando os próprios fluidos, e depois, com um suspiro fundo, começou a descer.

Gemeu de forma longa e arrastada à medida que ele a preenchia centímetro a centímetro, a glande a abrir caminho, as paredes dela a cederem em torno da grossura dele.

— Devagar — murmurou Bruno, segurando-lhe as ancas, ajudando-a a descer. — Não temos pressa.

Ela baixou-se até ficar completamente sentada sobre ele, com o sexo dele todo enterrado dentro dela. Ficaram assim por um momento, frente a frente, testa contra testa, a respirarem juntos. A água lambia-lhes os corpos, os jatos do jacuzzi massajavam-lhes as costas e as ancas, e o vapor enrolava-se à volta dos dois.

— Estás tão fundo — sussurrou ela.

— E não vou a lado nenhum.

Catarina começou a mover-se. Naquela posição, frente a frente, era um balanço lento e profundo — as ancas dela a ondularem para a frente e para trás, depois em círculos, com a água a facilitar cada movimento. Os braços dela enlaçavam-lhe o pescoço, os seios esmagavam-se contra o peito dele a cada balanço, e Bruno mantinha as duas mãos nas nádegas dela, guiando-lhe o ritmo.

Beijaram-se enquanto ela se movia sobre ele, as bocas a não se largarem, os gemidos a passarem de um para o outro. A água ondulava cada vez mais com o movimento dela, pequenas vagas a transbordarem pela borda do jacuzzi e a escorrerem pelo terraço de madeira.

— Olha para nós — murmurou ela, afastando-se um pouco para o olhar nos olhos. — Aqui, ao sol, à beira do rio. Quem diria.

— Devíamos ter feito isto há anos — respondeu ele, ofegante, empurrando para cima ao encontro de cada descida dela.

Depois de muitos minutos assim, Catarina quis mudar. Levantou-se, e Bruno escorregou para fora dela com um som húmido. Ela virou-se de costas e foi até à borda mais larga do jacuzzi, apoiando os antebraços na madeira do terraço, com a água a chegar-lhe à cintura. Olhou por cima do ombro, com o cabelo molhado a escorrer-lhe pelas costas.

— Vem cá — disse ela, empinando as nádegas para fora de água, oferecendo-se.

Bruno aproximou-se por trás dela na água. A visão era de cortar a respiração — as nádegas arredondadas e brilhantes acima da linha de água, o sexo dela rosado e inchado entre as coxas, exposto e à espera. Segurou-se na base e roçou a glande ao longo da fenda dela, de cima a baixo, fazendo-a estremecer.

— Não me provoques — gemeu ela. — Não depois de tudo isto. Entra.

Ele posicionou a glande na entrada dela e empurrou. Desta vez deslizou para dentro com facilidade, todo de uma vez, e o calor apertado dela recebeu-o até ao fundo. Catarina deixou escapar um grito baixo e curvou as costas.

Bruno segurou-lhe as ancas com as duas mãos e começou a mover-se — investidas firmes e profundas, o ventre dele a bater contra as nádegas dela a cada empurrão. A água ondulava com força, espadanando para fora do jacuzzi, e o som da pele molhada contra pele molhada misturava-se com o borbulhar dos jatos e os gemidos dela.

— Assim — arfava ela, empurrando para trás ao encontro de cada investida. — Mais forte. Não tenhas medo.

Ele aumentou o ritmo. Inclinou-se sobre as costas dela, alcançou por baixo com uma mão e encontrou-lhe o clítoris, esfregando-o em círculos rápidos enquanto continuava a penetrá-la por trás. Com a outra mão agarrou-lhe um seio que balançava livre debaixo de água, apertando-o, fazendo rolar o mamilo entre os dedos.

A voz de Catarina subia de tom a cada investida, ecoando pelo terraço e perdendo-se sobre a água.

— Estou quase, Bruno… estou quase…

— Eu também — gemeu ele contra as costas dela. — Espera por mim.

A glande dele empurrava cada vez mais fundo, pressionando contra o ponto mais sensível dela a cada movimento, e os dedos no clítoris não lhe davam tréguas. Catarina sentiu o orgasmo a acumular-se, imenso, a crescer das profundezas, e agarrou-se à borda de madeira com força.

Mas Bruno, mesmo no limite, abrandou. Saiu de dentro dela, ofegante, e Catarina virou-se com um protesto quase a escapar-lhe da boca.

— Quero acabar a ver a tua cara — explicou ele, com um sorriso.

Sentou-se de novo no banco submerso, encostado à borda, e estendeu os braços.

— Volta aqui.

Ela percebeu e voltou a montá-lo de frente, deslizando de novo sobre a ereção dele, que se enterrou dentro dela num só movimento fluido. Mas desta vez não foi lento. Desta vez ela montou-o a sério — as ancas a subirem e a descerem depressa, a água a espadanar à volta dos dois, os seios a balançarem-lhe diante da cara.

Bruno apanhou um dos mamilos com a boca, sugando-o, enquanto as mãos lhe seguravam as ancas, ajudando-a a subir e a descer cada vez mais depressa. Entre os dois corpos, com cada descida dela, o clítoris esfregava-se contra a base dele, e foi isso que a levou ao limite.

— Vou-me vir… vou-me vir agora — gritou ela, antes de se perder.

O orgasmo atravessou-a em ondas violentas. As paredes internas dela apertaram-se em espasmos descontrolados em torno dele, contraindo-se ritmicamente, e Catarina gritou alto, o corpo inteiro a tremer, agarrada aos ombros dele com as unhas cravadas. A água transbordava do jacuzzi com os movimentos dela, escorrendo pelas tábuas.

E essa contração arrastou Bruno consigo. Segurou-a com força pelas ancas, enterrou-se nela até ao fundo e libertou-se — o sexo a pulsar dentro dela em vagas intensas, o sémen a jorrar quente para o interior dela, cada pulsação acompanhada de um gemido rouco contra o seio dela. Sentiu-a a acolhê-lo, a apertá-lo, a ordenhá-lo com os espasmos do próprio orgasmo, e os dois ficaram ali presos um ao outro, a tremer, enquanto o prazer se prolongava em ondas cada vez mais brandas.

A respiração de ambos foi assentando devagar. O vapor continuava a subir à volta dos corpos suados e molhados, o jacuzzi continuava a borbulhar, indiferente, e lá em baixo o rio brilhava sob o sol da manhã, sereno e largo.

Catarina deixou-se cair contra o peito dele, exausta e satisfeita, com a cabeça pousada no ombro dele e o sexo dele ainda enterrado dentro de si. Bruno envolveu-a com os braços, e ficaram assim, a flutuar juntos na água quente, sem pressa nenhuma de se separarem.

— Acho que entornámos metade do jacuzzi — murmurou ela, com um riso preguiçoso, sentindo a água agora mais baixa em redor.

— Valeu a pena — respondeu ele, beijando-lhe o cabelo molhado.

Quando, por fim, ela se ergueu e ele escorregou para fora, um fio espesso de sémen escapou-se e dissolveu-se na água quente. Catarina não se importou. Voltou a encostar-se a ele, agora de costas, deixando-o abraçá-la por trás, e ficaram os dois a contemplar o rio, com a água a lamber-lhes os ombros e os copos de espumante meio esquecidos a brilhar na borda de madeira.

— Ainda temos o resto do dia — disse ela, observando uma garça que pousava na margem oposta. — E a tarde inteira.

— E eu já estou a pensar no que fazer com ela — respondeu Bruno, deslizando os lábios pela curva do pescoço dela.

Ela riu-se e estendeu o braço para alcançar o copo de espumante, levando-o aos lábios. As bolhas ainda crepitavam, vivas, e ela ofereceu-lhe um gole da própria boca, beijando-o com o espumante a passar de uma língua para a outra, enquanto o vapor se enrolava à volta dos dois e a manhã se abria, larga e dourada, sobre a água.

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