Fim de Semana à Beira-Rio » A Última Noite

Na última noite junto ao rio, velas, látex e segredos transformam o bungalow num jogo de revelações. Entre brilho, pele oleada e desejo contido há semanas, o casal entrega-se a uma fantasia feita para arder até ao amanhecer.

Fim de Semana à Beira-Rio » A Última Noite

A última luz do dia entrava cor de pêssego por entre as cortinas de linho, e o bungalow cheirava a cera quente e a madeira aquecida por um dia inteiro de sol de Junho. Catarina acendera as velas uma a uma ao longo do parapeito da janela, e as chamas tremiam com a brisa que subia do rio — uma brisa morna, carregada do aroma dos juncos, da água parada e da relva ainda quente do fim da tarde.

Estava combinado havia semanas. Tinham falado daquilo a meio de uma noite qualquer na cidade, entre risos e sussurros, e depois cada um comprara a sua peça em segredo, sem a mostrar ao outro. Era essa a regra do jogo: cada um escolhia para si, cada um se vestia sozinho, e o impacto só aconteceria no reencontro. Aquilo que cada um quisesse ser, naquela última noite, antes de a cidade os engolir de novo no dia seguinte.

— Vou para a casa de banho — disse Catarina, levantando-se com a caixa apertada contra o peito. — Nada de espreitar.

— Nem penses — respondeu Bruno, já com a sua própria caixa na mão.

Ela atravessou o pequeno corredor que ligava o quarto à casa de banho e fechou a porta. Ele ficou no quarto, sozinho com a antecipação.

Na casa de banho, Catarina pousou a caixa sobre o mármore e abriu-a devagar. O látex repousava lá dentro, dobrado sobre papel de seda — de um rosa quente e profundo, com apontamentos brancos nas costuras. Um slip dress curto, de decote em V fundo, e umas cuecas a condizer. Pegou primeiro nelas e fê-las girar entre os dedos, encontrando aquilo que a levara a escolhê-las: o orifício redondo recortado na entreperna, um círculo limpo de borracha cortada, mesmo no sítio certo. Acesso. Tinha escolhido deixar-se aberta — um segredo que o vestido por cima esconderia até ela decidir revelar.

Deitou lubrificante de silicone na palma da mão — frio, escorregadio, com aquele cheiro neutro e luxuoso — e espalhou-o pelas pernas, pela barriga, pelos seios. A pele ficou a brilhar à luz das velas que trouxera consigo. Depois deteve-se, pôs mais lubrificante na ponta dos dedos e levou a mão entre as coxas. Espalhou-o pela vulva, devagar, deslizando os dedos pela fenda até ela ficar lustrosa e pronta. Depois desceu mais, passando entre as nádegas, untando-se também ali. Sentiu um arrepio a subir-lhe pela espinha só de pensar no que vinha aí. Naquela noite queria estar preparada para tudo — para receber Bruno onde quer que ele a quisesse, sem hesitação, sem espera.

Depois enfiou-se na peça.

O látex resistiu primeiro e depois cedeu, deslizando sobre a pele oleada com um sussurro frio, agarrando-se a cada curva à medida que subia. Primeiro as cuecas — o orifício a assentar no lugar exacto, e por baixo a vulva já lubrificada a brilhar. Depois o vestido, por cima da cabeça, o decote a abrir-se fundo entre os seios, a bainha mal a cobrir-lhe as nádegas. A borracha começava já a aquecer com o calor do corpo dela, colando-se como uma segunda pele, apertando-lhe os seios, marcando os mamilos rígidos através do rosa lustroso.

Olhou-se ao espelho. A peça reluzia, viva, cada movimento fazia correr a luz das chamas sobre as suas curvas, e o vestido caía liso e quase inocente sobre as ancas, sem deixar adivinhar o que escondia por baixo. Sentia-se faminta.

No quarto, Bruno fazia o mesmo ritual. Os seus boxers de látex eram de um vermelho cereja profundo, intenso, e ele espalhou lubrificante pelas coxas e pelas ancas antes de os vestir. Os boxers subiram pelas pernas com o mesmo sussurro frio, colando-se-lhe às coxas e à curva das nádegas.

Mas o que o fizera escolher aquela peça era a frente. Uma abertura circular, e nela um anel de látex preto incorporado. Pegou no pénis — já meio teso só de antecipação —, fê-lo passar pela abertura e ajustou o anel na base. O aperto teve efeito quase imediato: o sangue a prender-se, o pénis a engrossar e a endurecer mais do que o habitual.

Projectava-se da abertura vermelha, espesso, com a glande já inchada pelo sangue retido, mais grosso e mais comprido do que de costume, apontado para cima com uma rigidez que o anel prometia prolongar.

Respirou fundo. E ficou no quarto, junto à cama.

Encontraram-se ali, no centro do quarto iluminada a velas, e ambos pararam.

Catarina viu-o primeiro — o vermelho cereja a brilhar, o pénis dele a projectar-se obsceno e duro daquela abertura, mais grosso do que alguma vez o vira, preso na base pelo anel preto. Soltou um som pequeno e involuntário, e sentiu o calor subir-lhe imediatamente entre as coxas, a humidade a juntar-se ao lubrificante na fenda já preparada.

E Bruno viu-a — o rosa colado a cada centímetro dela, os mamilos marcados através do vestido, o decote a mergulhar entre os seios oleados, a bainha curta a roçar-lhe o alto das coxas. Não fazia ideia do que ela escondia por baixo daquele vestido, e isso só lhe aumentava a fome.

— Estás maravilhosa — disse ele, a voz rouca, os olhos a percorrê-la de cima a baixo sem pressa.

— E tu também. Já estás todo teso... — respondeu ela, aproximando-se um passo, o olhar fixo na rigidez dele. — Tão duro. Mal posso esperar.

Não houve mais palavras. Caminharam um para o outro e os corpos colaram-se com o som húmido do látex oleado. O pénis duro dele esmagou-se contra a barriga dela, quente entre os dois.

Beijaram-se devagar. As mãos de Bruno deslizavam pelas costas dela, escorregando sobre o látex oleado. Sentia cada curva de Catarina, perfeita aos seus olhos, e isso só lhe atiçava mais o desejo. Encontrou-lhe os seios e apertou-os, fazendo rolar os mamilos rígidos sob a borracha. Catarina gemeu para dentro do beijo.

Empurrou-a para o sofá com gentileza, fê-la deitar-se sobre as almofadas e ajoelhou-se entre as pernas dela. Pegou no frasco de óleo que ela deixara na mesa e deitou-o sobre o decote, vendo-o escorrer brilhante pelo vale entre os seios. Baixou a boca e lambeu-o dali, a língua a deslizar sobre a pele oleada, subindo até ao seio, fechando os lábios sobre o mamilo.

— Oh... — Catarina arqueou-se, as mãos a apertarem-lhe os ombros. — Sim... assim mesmo...

Ele chupou-lhe os mamilos um a um, e a mão desceu pela coxa dela, empurrando a bainha curta do vestido para cima. Foi então que descobriu. Os dedos encontraram o orifício das cuecas, sobre a vulva já encharcada, escorregadia de lubrificante e desejo.

— Andaste a preparar-te — murmurou ele contra o seio dela, a voz a falhar de excitação. — Toda molhada e pronta para mim por baixo do vestido. Há quanto tempo estavas assim?

— Desde que me vesti — sussurrou ela, ofegante. — Preparei-me toda... para ti. Onde tu quiseres.

Os dedos dele deslizaram pela borda do orifício e depois para dentro dela, encontrando-a quente e ensopada. Catarina estremeceu de alto a baixo. Sentiu a fenda apertada a ceder em volta dos dedos dele.

Trabalhou-a assim, com dois dedos a entrarem e a saírem pelo orifício, o polegar a desenhar círculos no clítoris. Catarina começou a subir depressa, demasiado depressa, as ancas a ondularem contra a mão dele.

— Vou-me... ai, vou-me já...

Bruno parou. Retirou os dedos de dentro dela, e ela soltou um gemido agudo de protesto.

— Ainda não — murmurou ele, com um sorriso, beijando-lhe a parte interior da coxa oleada. — Esta noite é a última. Não vamos ter pressa nenhuma.

— Então também não vais ter pressa nenhuma — sussurrou ela, ofegante, a tremer de frustração e desejo, já a empurrá-lo para trás. — Vem cá.

Ela empurrou-o, e os papéis inverteram-se. Bruno deixou-se cair para trás no sofá, e Catarina ajoelhou-se no chão entre as pernas dele, fitando o pénis que se projectava do látex vermelho. Pegou-lhe com a mão — quente, espesso — e sentiu-o pulsar contra a palma, mais duro do que alguma vez o sentira.

— O anel deixou-te tão grosso — murmurou ela, fascinada, fazendo a mão deslizar de cima a baixo. — Olha como estás. Nunca te senti assim.

A glande estava inchada, esticada e brilhante. Catarina baixou a cabeça e lambeu-o da base até ao topo. Bruno estremeceu e cerrou os dentes.

Ela esticou o braço até ao tabuleiro onde deixara o vibrador, ligou-o, e enquanto a boca descia, engolindo o pénis até meio, encostou o brinquedo à base, mesmo por cima do anel preto. A vibração propagou-se pelo anel, pelos testículos presos lá dentro, e Bruno arqueou-se no sofá.

— Catarina — arfou ele, agarrando-se às almofadas. — Isso é...

Ela chupava-o em movimentos lentos e fundos, a língua a enrolar-se em volta da glande inchada a cada subida, a mão livre a torcer suavemente na base, e o vibrador a tremer contra a raiz e contra o anel, a multiplicar tudo. O quarto enchia-se do som húmido da boca dela, do zumbido constante, e do cheiro espesso a sexo, já misturado com a cera das velas e com os juncos do rio que entravam pela janela.

E então, a meio, parou. Largou o pénis dele e subiu pelo corpo de Bruno, deslizando o látex oleado contra a pele, o vibrador ainda a vibrar na sua mão. Procurou-lhe a boca. Beijaram-se fundo, as línguas a encontrarem-se, e ela suspirou contra os lábios dele, derretida, o brinquedo esquecido no ar entre os dois corpos.

Foi aí que ele agiu.

A mão de Bruno fechou-se com carinho à volta do pulso dela e tirou-lhe o vibrador dos dedos, sem quebrar o beijo. A outra mão deslizou-lhe pelas costas, agarrou-a com firmeza e prendeu-a contra a sua boca. Enquanto a língua dele explorava a dela, levou o vibrador por baixo, encontrou o orifício recortado das cuecas, encontrou a entrada dela já ensopada — e empurrou-o para dentro.

Catarina arregalou os olhos contra a boca dele. A invasão foi lenta e funda, o vibrador a abrir-lhe a fenda molhada, e ela começou a sorrir contra os lábios dele, sem conseguir evitar. Um sorriso que ele sentiu mais do que viu. Bruno empurrou-o até ao fundo e largou-o ali, deixando-o preso e a vibrar contra as paredes interiores dela.

— Continua — murmurou ele contra a boca dela, ainda a segurá-la, a voz rouca e baixa. — Não pares o broche. Quero ver-te a chupar-me.

Ela tremeu. Por um instante ficou ali, a beijá-lo, a sentir o zumbido espalhar-se das profundezas para todo o ventre, as pernas a amolecerem só com aquilo. Depois desceu de novo pelo corpo dele, devagar, o látex a roçar contra a pele oleada, e voltou a pegar no pénis represado.

Quando a boca dela voltou a fechar-se em volta da glande inchada, o gemido que soltou foi diferente — abafado, trémulo, vindo do fundo da garganta directamente para o pénis dele. Porque agora era tudo ao mesmo tempo: a glande grossa e quente a encher-lhe a boca por cima, e aquela vibração funda, impossível de ignorar, a pulsar-lhe lá dentro, fazendo-a contrair-se em volta do brinquedo a cada chupada.

Catarina gemia contra o pénis dele, o som vibrava-lhe nos lábios, e os olhos reviravam-se sempre que o vibrador lhe arrancava uma nova onda de prazer pelo ventre acima.

Bruno observava, com a mão ainda enredada nos cabelos dela, a vê-la lutar para se concentrar em chupá-lo enquanto o corpo tremia de prazer por baixo. Cada vez que uma vaga a apanhava, ela engolia-o mais fundo num reflexo, a garganta a apertar-lhe a glande, e ele cerrava os dentes.

— Isso mesmo — arfou ele, vendo-a a derreter-se entre as duas sensações. — Está divinal...

Ela chupava em movimentos cada vez mais desordenados, perdendo o ritmo sempre que o vibrador a dominava. Uma mão torcia-lhe a base do pénis, enquanto a outra agarrava a coxa dele para se equilibrar. A saliva escorria-lhe pelo queixo, o zumbido abafado dentro dela misturava-se com os sons molhados da boca, e Catarina percebeu que estava perigosamente perto do limite. Largou o pénis num gemido afogado e, em vez de descer, rendeu-se ao instinto de subir. Gatinhou de novo pelo corpo dele, o látex oleado a deslizar contra a pele suada, e procurou-lhe a boca outra vez.

Mas desta vez não fechou os olhos.

Beijou-o de boca entreaberta, a tremer, e enquanto a vaga rebentava manteve os olhos fixos nos dele. Bruno viu tudo — viu as pupilas dela dilatarem-se, viu as sobrancelhas franzirem-se, viu a boca abrir-se contra a dele num gemido longo e trémulo, enquanto o corpo se contraía em volta do vibrador preso lá no fundo. As coxas dela apertaram-se, o ventre estremeceu em vagas, e ela gemeu o orgasmo inteiro contra os lábios dele sem nunca desviar o olhar.

— Bruno... — arfou ela, a voz a partir-se a meio, o corpo a tremer em cima do dele enquanto a vibração lhe prolongava a vinda até ao último estremecimento.

Ele segurou-lhe o rosto com as duas mãos, bebeu-lhe cada gemido, sentiu-a derreter-se. A última vaga passou e ela ficou ofegante, a testa encostada à dele. Com a mão trémula, procurou a base do vibrador e desligou-o, mas deixou-o lá dentro, preso e cheio, a preenchê-la enquanto recuperava o fôlego. O cheiro dela enchia agora o quarto inteiro — quente, ácido, espesso, misturado com o óleo da pele e a cera das velas.

Depois deslizou para baixo. Deitou-se de costas no sofá, o látex colado ao corpo reluzente de óleo, o peito a subir e a descer, e olhou-o de pálpebras pesadas. Abriu as pernas devagar, deixando-as cair sobre as almofadas.

— Anda — murmurou ela, a voz rouca. — Quero-te dentro de mim.

Bruno ajoelhou-se entre as coxas abertas dela, o pénis grosso e venoso a apontar para cima, a glande inchada. Mas não foi ao encontro do que ela pedia. Em vez disso, a mão dele desceu, encontrou a base do vibrador a espreitar do orifício das cuecas e puxou-o para fora — devagar, com um som húmido, o brinquedo a sair brilhante e ensopado.

Ela ficou ali aberta, vazia, a fenda a pulsar e a contrair-se em volta de nada, gemendo com a sensação.

— Agora tu — arfou ela, a anca a erguer-se à procura dele.

Bruno encaixou-se entre as coxas dela e baixou a glande até à fenda. Começou por esfregá-la nos lábios de Catarina — a cabeça grossa e oleada a deslizar pela vulva molhada, de cima a baixo, sem entrar, apenas a abri-la e a recolher o brilho dela a cada passagem. Quando chegou ao limite de cima do orifício, não recuou. Inclinou a glande e empurrou-a por baixo das cuecas em direcção ao clítoris, em vez de a mergulhar dentro dela. O pénis entrou por baixo do látex até a glande parar mesmo em cima do nó duro do clítoris.

As cuecas apertavam intensamente o pénis contra ela. Começou então um vai e vem lento, roçando-lhe o clítoris com toda a extensão. Empurrava a anca para a frente e para trás, num balanço certeiro, e a cada passagem o látex esticado prensava o pénis contra o corpo dela, como uma faixa apertada que não largava nenhum dos dois. Via-se tudo por baixo do látex rosa: o vulto comprido do pénis a correr para cima e para baixo ao longo do púbis dela, o relevo a erguer-se e a baixar debaixo da borracha molhada e luzidia.

— Bruno... — gemeu Catarina, a anca a ondular debaixo dele. — Mete-mo dentro...

— Daqui a nada — sussurrou ele contra a boca dela, sem parar o movimento.

— Por favor — soluçou ela, a voz desfeita, perseguindo cada roçar com a anca erguida. — Por favor, Bruno, mete-mo fundo. Preciso de te sentir cá dentro. Enche-me toda, já não aguento mais...

Foi aquele soluço que o desarmou. Bruno retirou o pénis de baixo do látex, deslizando-o todo para fora, a glande a sair pelo orifício num arrastar húmido. Voltou a alinhá-lo, encostou a cabeça à entrada escancarada e penetrou-a de uma só vez, bem fundo, a carne molhada a abrir-se e a engoli-lo todo até à base.

Catarina arqueou-se no sofá num grito, as unhas a cravarem-se-lhe nas costas. E ele começou logo o vai e vem: recuava até a glande quase escapar, e tornava a afundar-se de rijo, o púbis a bater contra o dela; saía, entrava, saía, entrava, cada estocada a fazê-la deslizar para cima no estofo e a arrancar-lhe um novo gemido.

E havia ali um pormenor que o levava à loucura. O orifício das cuecas era justo ao corpo do pénis — agarrava-se-lhe à pele, embora a lubrificação o deixasse deslizar livremente. Ao empurrar para dentro, a glande penetrava e, ao mesmo tempo, o orifício obrigava-a a ficar completamente exposta; ao puxar para fora, acontecia o contrário, a pele acompanhava o recuo e tornava a cobri-la. Descapuçava-o quando entrava, vestia-o quando saía. Era quase uma duplicação de prazer: o aperto molhado dela por dentro e a borracha justa a trabalhar-lhe a pele a cada investida.

Bruno baixou-se sobre ela sem largar o ritmo, o pénis a entrar e a sair com aquele arrastar húmido, e levou a boca a uma das mamas dela. Fechou os lábios em redor do mamilo já duro, a língua a achatá-lo contra o céu da boca, a girar em volta, a puxá-lo de leve com os dentes antes de tornar a sugar.

— Ah... — Catarina enterrou os dedos no cabelo dele, prendendo-o ali. — Sim... assim...

Ele passou para a outra mama, deixando a primeira luzidia de saliva, o mamilo molhado a apontar para o ar enquanto o frio o endurecia ainda mais. A cada estocada que dava lá em baixo, as mamas dela balançavam-lhe debaixo da boca, e ele perseguia-as, chupando-as à vez, sem nunca abrandar o vai e vem das ancas. O sofá rangia por baixo deles, o púbis dele batia contra o dela em embates húmidos, e o orifício justo das cuecas descapuçava-o de cada vez que voltava a afundar-se.

— Espera — arquejou ela, empurrando-lhe o peito. — Quero... vira-me. De quatro. No tapete.

Bruno saiu de dentro dela, o pénis a escapar luzidio e teso, a oscilar contra a barriga. Catarina escorregou do sofá para o tapete espesso ali à frente. Pôs-se de gatas, as costas curvadas, as nádegas empinadas para cima, e olhou por cima do ombro para ele, com o cabelo a cair-lhe pela cara. As cuecas de látex rosa cingiam-lhe as ancas, luzidias, a fenda à mostra pelo buraco recortado, agora brilhante, inchada e escorrida do que ele lhe tinha feito.

Ele ajoelhou-se atrás, encheu as mãos com as nádegas dela, encostou a glande ao buraco recortado e enfiou-a por ele. Mas em vez de a mandar para dentro, apontou-a para cima e fê-la subir por baixo do látex, ao longo do rego entre as nádegas. O pénis foi-se deitando ali dentro, todo o comprimento alojado entre a borracha esticada por fora e a pele do rego por dentro, a glande a parar mesmo em cima do ânus apertado. As cuecas de látex prendiam-no ali, achatado no vão das nádegas, empurrando-o para baixo contra ela.

Depois apertou-lhe as duas nádegas com as mãos, fechando-as ainda mais em torno do pénis preso sob a borracha, e começou o vai e vem.

— Oh... — gemeu Catarina, sentindo-o deslizar para cima e para baixo no rego, por baixo do látex, a glande a roçar-lhe o ânus a cada passagem.

O pénis subia e descia no vão das nádegas dela, debaixo da borracha, a cabeça a esfregar-lhe a roseta apertada sempre que ele empurrava para a frente. O látex esticado prensava-o contra ela, e as mãos dele cerravam-lhe as nádegas em volta. Via-se o vulto do pénis a correr sob o látex luzidio, o relevo a erguer-se a cada empurrão. A cada investida, a glande resvalava sobre o ânus dela, e Catarina estremecia, empurrando as ancas para trás contra ele.

— Gostas disto — murmurou ele, rouco, a olhar para o desenho do pénis a deslizar-lhe entre as nádegas por baixo da borracha, a roçar-lhe o cu a cada movimento.

— Gosto... — soluçou ela, a tremer, a roseta a contrair-se sob a cabeça molhada dele a cada toque. — Mas não... não é aí que te quero. — Olhou outra vez por cima do ombro, os olhos a brilharem. — Mete-mo na cona, Bruno. Por favor. Quero-te cá dentro, já.

Foi o pedido que o desarmou de vez. Bruno tirou o pénis de baixo do látex, fê-lo descer pelo rego até ao buraco recortado, encontrou a fenda aberta e ensopada que esperava por baixo, e penetrou-a de uma só estocada — fundo, até à raiz —, as ancas a baterem contra as nádegas dela com um estalo húmido.

— Ah! — Catarina atirou a cabeça para trás, o cabelo a varrer-lhe as costas, os dedos a cravarem-se no tapete espesso. — Sim... finalmente...

Bruno agarrou-lhe as ancas com as duas mãos e começou a fodê-la a sério, com golpes longos e fundos que a faziam avançar pelo tapete a cada investida, só para a puxar de volta pela carne das ancas e se cravar outra vez. O orifício justo das cuecas voltava a fazer o seu trabalho: a cada estocada para dentro, a borda agarrava-lhe a pele e descapuçava-lhe a glande por completo lá no fundo dela; a cada recuo, tornava a vesti-la. Aquela duplicação de prazer voltava, o aperto molhado e quente dela à volta e a borracha justa a trabalhar-lhe a pele a cada passagem. As nádegas dela tremiam a cada embate, e o estalo da carne a bater na carne enchia o quarto.

— Não pares — arquejou ela, empurrando para trás contra cada investida, a cona a fechar-se cada vez mais apertada em volta dele. — Estou quase... Bruno, estou quase...

— Eu também — rosnou ele, os dedos a marcarem-lhe a pele das ancas, o ritmo a desgovernar-se, mais rápido, mais fundo, o púbis a esmagar-se contra o cu dela a cada estocada.

Estava a apertá-lo todo, a sugá-lo para dentro. Ele já não aguentava mais. Sentia os tomates a subirem-lhe, tensos e cheios contra a base, o formigueiro a acender-se-lhe na raiz a cada passagem da borracha pela pele.

Catarina baixou uma mão entre as pernas e começou a esfregar-se o clítoris em círculos rápidos, a mão a roçar-lhe nos tomates sempre que ele se cravava. Foi isso que a atirou para lá do limite.

O corpo dela fechou-se em espasmos à volta dele, apertando-o e largando-o, apertando-o e largando-o, enquanto se sacudia de gatas no tapete, as costas arqueadas e os dedos enterrados nas fibras grossas.

E aquele aperto foi o que acabou com ele. Bruno afundou-se até ao fundo, o púbis colado às nádegas dela, e veio-se lá dentro em jorros quentes, o pénis a pulsar dentro dela a cada descarga, a glande nua a inchar contra as paredes dela sob a borracha que a mantinha descapuçada. Despejou-se até ao último espasmo, as ancas a tremerem coladas à carne dela, os dois agarrados um ao outro, ofegantes, enquanto os tremores lhes atravessavam o corpo.

Ficaram assim um momento, ele ainda enterrado nela, o pénis a amolecer aos poucos lá dentro, o látex a luzir de suor e do que escorria. Depois Bruno saiu devagar, e o que tinha despejado começou a escorrer-lhe da fenda pelo buraco recortado das cuecas, desenhando um fio brilhante pela borracha abaixo enquanto Catarina se deixava cair de lado sobre o tapete, mole e a sorrir.

Catarina rolou de costas no tapete, o peito ainda a subir e a descer depressa, a pele a brilhar de suor à luz baça do quarto. As cuecas de látex rosa continuavam-lhe cingidas às ancas, tortas agora, o buraco recortado escancarado e luzidio, com aquele fio branco a escorrer-lhe devagar pela borracha abaixo até à coxa. Fechou os olhos e deixou-se ficar assim, mole, a sentir o coração abrandar pouco a pouco.

Bruno deixou-se cair ao lado dela, passou-lhe o braço por baixo da nuca e puxou-a contra o peito. Ela enroscou-se nele sem dizer nada, uma perna por cima das dele, o rosto encostado ao peito molhado, a ouvir-lhe as batidas do coração a acalmar debaixo do ouvido. Ele passou-lhe a mão pelas costas, devagar, de cima a baixo, e ela suspirou fundo, um suspiro de quem já não tinha mais nada a pedir.

O quarto foi-se enchendo daquele silêncio morno que vem depois — só a respiração dos dois, cada vez mais lenta, cada vez mais funda, a casar uma com a outra. As mãos dele acabaram quietas nas costas dela; os dedos dela pararam sobre o coração dele.

E foi assim que adormeceram, entrelaçados no tapete.

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