Indecente Refúgio
Num refúgio perdido na serra, longe de olhares e obrigações, só o silêncio e o desejo marcam a passagem do ano. A lareira crepita, o vapor envolve, e o mundo lá fora desaparece. Indecente Refúgio: primeira parte do conto de réveillon de 2025.
Era noite de réveillon, mas ali não se ouviam multidões, nem havia contagem decrescente na televisão, nem o tilintar de copos cheios de espumante nas mãos de amigos ou familiares. Este ano, o Bruno e a Catarina tinham feito um pacto silencioso: não haveria festas, nem miúdos a correr pela casa, nem obrigações sociais, nem promessas vãs gritadas à meia-noite. Só eles, finalmente sozinhos, longe do mundo, prontos para perder a cabeça um no outro.
Tinham deixado os filhos com os avós, entre risos e abraços apressados, sem olhar para trás, como dois cúmplices a fugir do crime mais doce. A viagem de carro foi feita em silêncio de entendimento, entre trocas de olhares, beijos roubados nos semáforos e mãos pousadas nas coxas, cada um a sentir o desejo a crescer, devagar, como o frio que se entranha nos ossos e só se cura com pele quente.
O alojamento local que tinham escolhido era um refúgio secreto no coração da Serra da Estrela: uma casa de pedra e madeira, paredes de vidro do chão ao tecto, lareira a crepitar ao lado de um jacuzzi embutido, de onde se via a neve a cobrir todo o vale. Havia um quarto amplo logo ali ao lado, visível do jacuzzi, lençóis imaculados à espera, e o calor do fogo a dançar nas paredes. O cenário perfeito para tudo abrandar: só o silêncio, o crepitar da lenha, o vapor quente da água a envolver-lhes a pele. Ali, até o ar parecia mais espesso, mais denso, mais propício ao pecado e à entrega.
Ainda antes do pôr-do-sol, o Bruno e a Catarina exploraram cada canto da casa, rindo como adolescentes, a abrir gavetas, a espreitar o frigorífico, a experimentar as almofadas do sofá. A Catarina acendeu velas, deixou a luz baixa, espalhou almofadas e mantas pelo chão, preparou o espumante e as taças bem geladas, tudo meticulosamente arranjado para que nada pudesse interromper aquela noite. O Bruno tratou da lenha, empilhou troncos na lareira, acendeu o lume, o cheiro de madeira a encher o ar, misturado ao perfume dela, aos restos de desejo guardados desde a última vez que estiveram realmente sozinhos.
Foram até ao quarto, desarrumaram a mala juntos, rindo, trocando olhares cúmplices ao pousarem, uma a uma, as armas do prazer sobre a colcha: vibrador, bomba de vácuo, lubrificante de sabores, cordas de seda, vendas, tudo criteriosamente escolhido, tudo prometido em sussurros durante semanas de antecipação.
Ao longe, o branco da neve parecia engolir o horizonte, e ali dentro, o calor crescia devagar. O vidro embaciava-se com a respiração dos dois, a promessa de corpos nus misturava-se ao vapor, e o tempo parecia parar.
A Catarina pousou o robe, ficou apenas de lingerie preta, mamilos duros a marcar o tecido, olhos a brilhar de tesão. O Bruno despiu a camisola, ficou só de boxers, a pila já a despertar, marcada na lycra, a olhar para ela como se fosse a primeira vez. Por um momento ficaram em silêncio, a observar-se, a beber a imagem um do outro, a sentir o peso de tudo o que aquela noite prometia.
No tampo baixo em frente ao jacuzzi, duas taças de espumante aguardavam. O jacuzzi já borbulhava, espuma a prometer conforto e perdição, e a lareira acesa lançava reflexos dourados na pele nua dos dois. As luzes da cidade estavam longe, só havia a serra pintada de branco e o calor deles a prometer incendiar tudo.
A Catarina serviu as taças, sentaram-se lado a lado dentro da água quente, o vidro panorâmico a abrir-lhes o mundo lá fora, as montanhas recortadas pelo anoitecer, a solidão total, a promessa de serem só dois contra o mundo. O silêncio era quebrado apenas pelos estalidos da lenha e os suspiros deles, misturados com a antecipação.
— Não há ninguém para ouvir — murmurou ela, voz baixa, sorriso malandro nos lábios.
— Só a serra — respondeu ele, puxando-a para o colo, a mão a deslizar-lhe pela coxa nua, sentindo o calor da pele, o cheiro dela, a mulher que era só dele.
Ali, entre o isolamento e o desejo, entre o frio da neve e o calor das mãos, começou a noite que ia marcar o novo ano. Não era só um retiro: era um ritual de reconexão, de sexo sem pressa, de promessas sussurradas junto ao fogo e cumpridas no escuro, de corpos a explorar limites e a rasgar regras, de segredos guardados para sempre entre quatro paredes e uma janela para a serra.
O vapor subia em nuvens suaves, embaciando o vidro, mas ainda assim a vista era de cortar a respiração: as montanhas recortadas à luz da lua, a solidão absoluta, a promessa de serem só dois contra o mundo.
O Bruno estendeu-lhe uma taça de espumante, os dedos a tocarem-se — gesto simples, mas carregado de electricidade. — Este ano, só tu e eu — sussurrou, olhos presos nos dela, voz grave, íntima.
— Este ano, tudo o que prometeste é meu — devolveu ela, sorrindo, lábios já húmidos, promessas sussurradas por trás de cada gole.
Beberam devagar, saboreando o frio do espumante a contrastar com o calor da água, cada trago seguido de um beijo, língua a colher cada gota, dentes a provocar, risos abafados no vapor. As mãos do Bruno exploravam-lhe as coxas sob a espuma, dedos a subir, a provocar, a roçar-lhe a pele sensível do interior das pernas. O corpo da Catarina respondia ao toque, os mamilos endurecidos à flor da água, a respiração já mais curta, o olhar incendiado.
A Catarina pousou a taça, sentou-se de lado sobre as coxas do Bruno, o rabo a escorregar na pele molhada, a boca a procurar o pescoço dele. Começou a beijar, lamber, mordiscar, a língua a passear-se por trás da orelha, dedos a desenhar caminhos pelo peito dele, unhas a arranhar de leve. O Bruno agarrou-a com força, uma mão firme no rabo dela, a outra a subir pela coluna, puxando-a devagar até os corpos se colarem. O caralho dele começou a enrijecer, mas ela não cedeu logo, preferiu esfregar-se devagar, sentir a pila a acordar sob a água, a tensão a crescer entre suspiros e risos abafados pelo vapor.
Ainda estavam a meio do ritual de preliminares, a saborear o luxo de não terem de correr, de não haver crianças a bater à porta, de poderem entregar-se ao toque, ao sabor, ao calor, com a serra como única testemunha.
O corpo da Catarina escorregava preguiçoso sobre as pernas do Bruno, a água quente a embalar os movimentos, o vapor a esconder suspiros e olhares. A ponta dos seios dela roçava-lhe o peito, mamilos duros entre a espuma, e cada beijo que ela lhe deixava no pescoço vinha carregado de saliva e promessas marotas.
Ele deixou as mãos vaguearem pelas costas dela, descendo até à curva do rabo, apertando devagar, sentindo a pele macia, o calor a crescer sob a superfície. A Catarina rebolou-se mais, uma perna a passar-lhe pela cintura, a cona a escorregar molhada contra a coxa dele, um roçar que era só intenção, só provocação. Riram-se baixinho, partilhando o segredo, os corpos a relaxar mais a cada gole de espumante trocado entre beijos, os olhos dela presos na paisagem lá fora, o mundo inteiro a desaparecer.
O Bruno levou uma mão ao interior das coxas dela, explorando devagar, sentindo o calor e a suavidade, a humidade que não era só da água. Os dedos desenhavam círculos lentos, subindo até encontrar os lábios da cona dela, provocando-lhe um gemido rouco, abafado contra o ombro dele. A Catarina mordeu-lhe o lóbulo da orelha, puxando os quadris para a frente, oferecendo-se mais, abrindo-se para o toque sem vergonha.
A Catarina sorriu de lado, olhar atrevido, e sem desviar os olhos da montanha, baixou devagar a mão debaixo de água. Os dedos deslizaram pela barriga do Bruno, até encontrarem o caralho dele semi-rijo, quente mesmo submerso, e começaram a brincar, a fechar-se em volta do pau, a bombear suave, sentindo o sangue a encher-lhe cada centímetro. Apertou, soltou, subiu e desceu com a mão molhada, polegar a passar no topo, a provocar-lhe um arrepio que lhe subiu pela espinha, obrigando-o a encostar a cabeça atrás e a soltar um gemido rouco.
Ela inclinou-se, mordendo-lhe o queixo, os lábios encostados à orelha dele. — Quero sentir-te a crescer todo só para mim — sussurrou, a voz quente, os dedos cada vez mais firmes, ritmo lento mas determinado. O caralho dele endurecia rápido, a cabeça a pressionar-lhe a palma, pulsações fortes a cada bombada. A Catarina soltou um risinho baixo, satisfeita, e quando o sentiu bem duro, subiu-se devagar, guiando a ponta do pau até à entrada da cona, os lábios já abertos, a pele a arder.
Encaixou a glande entre os seus lábios, esfregou de leve no clitóris, sentiu a electricidade do toque, e depois, com um movimento lento, foi-se sentando, entrando centímetro a centímetro, engolindo-o devagar, sentindo-o preencher-lhe o vazio, até estar completamente sentada no colo dele, respiração presa, prazer a latejar nas pernas e na barriga. Ficou ali, imóvel, a sentir o calor, a ligação, o mundo inteiro parado do outro lado do vidro, só eles e o céu branco da serra a assistir.
A Catarina ficou sentada sobre ele, a cona cheia e apertada, sentindo o caralho do Bruno a pulsar-lhe dentro, quente, duro, a encher-lhe cada recanto. Começou a rebolar devagar, as ancas a desenharem círculos lentos, o clitóris a esfregar-se na base do pau, cada movimento a arrancar-lhe gemidos graves, abafados pelo vapor.
Ela meteu as mãos no peito do Bruno, unhas a cravarem de leve, e cavalgou-o sem pressa, subindo e descendo, sentindo o corpo dele a invadir-lhe as entranhas, a cada estocada mais fundo, mais intenso. O som da água a bater nos corpos, misturado aos estalos da pele molhada, enchia o quarto. O Bruno agarrou-lhe o rabo com força, puxando-a para baixo, afundando-se até ao limite, respiração ofegante, olhos presos naquele corpo a tremer de prazer em cima dele.
— Fode-me assim, não pares — pediu ela, mordendo-lhe o lábio, boca aberta, olhos semicerrados enquanto a vista da serra se perdia atrás do vidro embaciado.
A Catarina acelerou o ritmo, quadris a baterem nas coxas dele, os seios a saltarem com cada movimento, mamilos duros, pele vermelha de calor. O Bruno não aguentou e levantou-se num impulso, agarrou-a pela cintura e virou-a, pondo-a de joelhos no banco do jacuzzi, de costas para ele, o rabo empinado, a cona bem à mostra entre as coxas abertas. Ele encaixou-se atrás dela, espetou-lhe o pau de novo, enterrando-se de uma vez só, fundo, até a Catarina soltar um grito rouco, as mãos a segurarem-se à borda do jacuzzi.
Começou a bombear de trás, estocadas lentas, profundas, uma mão a puxar-lhe o cabelo, a outra a descer para lhe esfregar o clitóris com força, sentindo o corpo dela a tremer, a cona a apertar, a água a salpicar para fora do jacuzzi. — Adoro ver-te assim, toda aberta para mim, a ser fodida como mereces — rosnou-lhe ao ouvido, voz grossa, corpo colado ao dela, caralho a invadir-lhe tudo.
— Quero-te a gozar para mim, Catarina. Quero sentir-te a tremer no meu pau — murmurou-lhe, acelerando, o som da pele a bater ecoando pelo quarto, água a salpicar, cheiro de sexo a misturar-se ao vapor. A Catarina gemeu alto, sem vergonha, costas a arquear, orgasmo a subir-lhe pelas coxas, a invadir-lhe o corpo todo como uma onda imparável.
À beira do limite, ela reagiu por instinto: apertou os músculos pélvicos, a sua cona a envolver-se de forma firme, húmida e quente em torno do caralho dele. O Bruno soltou um grunhido profundo de puro prazer, olhos a revirar-se. — Foda-se, Catarina, assim… — sussurrou, voz quebrada pelo desejo, a sentir o controlo a fugir-lhe.
A cada investida, ela apertava ainda mais, sugando-o, prendendo-o, a fazer o pau dele inchar e pulsar, a ser engolido por aquela carne faminta. A Catarina sentiu o orgasmo irromper nas entranhas, espasmos violentos a agitarem-lhe o corpo, a cona a contrair-se, a gozar intensamente enquanto gritava o nome dele, completamente perdida no prazer.
Esse aperto extra, esse orgasmo descontrolado, empurrou o Bruno para o limite: enterrou-se fundo, agarrou-a com força, o corpo todo a estremecer, e gozou também, sentiu o jacto quente a invadir-lhe o interior, os espasmos do pau a acompanharem os dela, prazer a rebentar, a misturar-se ao calor da água, ao vapor, ao cheiro de pele e suor e espumante.
Ficaram colados, a tremer, respirações descompassadas, a luz do fim do pôr-do-sol a iluminar corpos saciados, a montanha do outro lado do vidro a testemunhar tudo, muda, cúmplice, eterna.
O jacuzzi abrandou o borbulhar, deixando o silêncio voltar, só ligeiramente quebrado pelo crepitar da lenha na lareira. Saíram da água num suspiro, corpos ainda colados, pele quente e molhada a arrefecer devagar. Trocaram um beijo longo, salgado e doce, antes de se enrolarem em roupões brancos e felpudos, o tecido macio a contrastar com a pele sensível e ainda a formigar.
— Temos de nos aprontar. O jantar espera — disse a Catarina, voz rouca, o corpo a reagir ao toque acidental da mão do Bruno na sua coxa.
Ele sorriu, malandro. — O jantar pode esperar mais cinco minutos… ou talvez dez.
Continua…